Dia do Planeta… o que temos para comemorar?

Sem o "nós" desapareceremos junto com o planeta

O planeta Terra, literalmente, dá sinais de que precisa ser socorrido. Desmatamento, florestas incendiadas, extinção de animais, lançamento de lixo no fundo do mar, lixo atômico jogado em qualquer terreno baldio, lixo hospitalar desprezado sem cuidado, esgoto derramado sem tratamento em mares, rios, riachos, nascentes diversas, lagoas, açudes, marés (mangue) podres como esgoto , lençóis freáticos contaminados, fontes que deixam de brotar o líquido da vida, etc. Desde quando nós nos importamos com isso? Afinal, daqui a 200 anos, quem de nós estará aqui para saber como ficou? Continue lendo

A comemoração dos índios

O cidadão indigena

O que os índios irão comemorar? Provavelmente, serem dizimados e quase exterminados, e isso  simplesmente porque possuíam uma cultura diferente. Os invasores, quando aqui chegaram, concluíram que aquele jeito “selvagem” de viver deveria ser modificado. Aí, com essa decisão, foi só prejuízo.

Doenças, de uma simples gripe  à AIDS. Violência de todos os tipos. Por imposição de um Marquês foram proibidos de falar a própria lingua e, por fim, não menos pior, a desapropriação das terras que lhes pertenciam. Depois da colonização predatória, que varreu o país e, que hoje, essa invasão, é chamada de descobrimento chega-se a conclusão, de que, se há algum benefício de ter sido depredado por portugueses os malefícios superam muito.

O uso dos óculos assemenlha o índio aos demais seres humanos

E, ainda hoje, alguns tem a  postura correspondente a dos portugueses: se surpreender com os índios da mesma forma preconceituosa. É como se eles não devessem ser capazes de adotar a cultura outrora imposta. É nessa imposição consciente ou não, que  o  respeito  a cultura alheia é menosprezada com  prejuízo aos desfavorecidos. Infelizmente há pessoas que ainda insistem em ver esses seres humanos com certa indiferença e incapazes de se adaptar aos novos tempos.

Estamos no século XXI e, para alguns jornalistas, o índio deve ser como aprendemos nos livros de história, semi-nus, com arco e flexa, cocar, usar zarabatana e falar um dialeto que ninguém compreende. Ainda existe espanto, dos desligados, em ver o índio com aparelho celular, falar sobre internet, dirigindo carro, pilotando motos, falando palavrão, tomando cerveja, usando camisinha e coisas pertinente ao homem de qualquer cultura na atualidade.

Assim sendo, ao invés de comemorarmos o dia do índio, deveríamos requerer o dia da COMPREENSÃO INDIGENA, na tentativa de compreendermos essas pessoas como alguém e não coisas.  Dessa forma, eles ficarão sem saber o que devem comemorar. Se no passado a opressão foi física, atualmente é mais subjetiva.  Daí, como compreender  que  eles devem comemorar esse dia? Simples, basta perguntar a alguns deles.

‘Transei no vestiário do Maracanã’, disse Romário ao conversar sobre a carreira

Um dos maiores ídolos do futebol, Romário, concede uma entrevista ao Jornal O GLobo e mostra que ele ainda está longe de ser aquilo que a sociedade espera, um homem dentro dos padrões convencionados.

RIO-  irreverente frasista e polemista assumido, Romário viveu intensamente seus mais de 20 anos de jogador profissional. Passou dos mil gols, acumulou títulos e dinheiro suficiente para não ter problemas financeiros hoje – ele garante. Fez desafetos e bem poucos amigos no futebol – como também confessa. O esporte lhe deu fama, prestígio e mulheres, muitas – assinala. E com elas teve experiências incomuns, inusitadas, como revela nesta entrevista exclusiva dada pelo craque na Barra.

( Vídeo: Romário x Carlos Alberto num divertido quiz sobre a Copa )

O GLOBO: Qual foi o momento mais marcante da sua carreira?

ROMÁRIO: Tive momentos que guardo com muito carinho. O título carioca invicto com o Flamengo em 1996; a final da Copa Mercosul, com o Vasco, quando vencemos o Palmeiras de virada com três gols meus; o título espanhol com o Barcelona. Mas nada supera aquele momento em que o Dunga me passou a taça de campeão do mundo, na Copa de 94. É o fato mais importante da minha vida profissional, o mais feliz.

E o mais triste?

ROMÁRIO: A maior decepção foi o corte em 98. Aquele momento ali, em que eu sentei para dar a coletiva, foi o momento mais triste da minha carreira.

Na época você ficou magoado com o Zico.

ROMÁRIO: Para mim, o maior responsável pelo meu corte era o Zico. Mas passaram anos e, no ano retrasado, ele veio ao Rio e falou um monte de coisas. Abriu o coração. E uma das coisas que ele falou foi que não teve culpa no corte, e que ficou tudo na conta dele. Disse que eu tinha ficado puto com ele sem razão. A partir dali, tirei da minha cabeça que tinha sido o Zico. Continue lendo

Mesmo assim, feliz dia do Jornalista

O jornalista abraça a comunicação

Hoje, 07 de abril, deveria ser dia de comemoração. Para outros profissionais, de fato, é. Hoje se comemora o dia Mundial da Saúde, Dia do Corretor e Dia do Médico-Legista, todos estes estão comemorando, menos um, o Jornalista.

 A depreciação deste último ocorre desde o momento em que o superior tribunal votou a não obrigatoriedade do diploma. Um país que tem o Programa Nacional de Desenvolvimento Humano (PNDH), instituído pelo ex-guerrilheiro, Paulo Vannuchi, onde legaliza a ação do Movimento dos Sem Terra (MST), que invade propriedade alheia e pede para que os donos dos locais ocupados negociem diretamente com a cúpula da ocupação, e ainda pleiteia a retirada da liberdade de expressão. Ainda assim, retira a obrigatoriedade do diploma do profissional que, desde 1808 tem contribuído, não em todos os casos, para o social neste país.

Este é apenas um exemplo. Citar todos os outros transformaria este blog em um complexo diário da não compreensão, e esse não é o objetivo. Como qualquer um pode ser jornalista ao invés de jornalista e comunicador, (nada contra, mas, anunciar ofertas do dia em um mercado de bairro não é ser comunicador, narrar jogos também não…). Vemos todos os dias a inserção de pessoas que através da escrita, seja ela de qualquer ideologia, bombardeando as pessoas com o que possuem, em alguns casos, com uma forma de escrita tão nociva quanto tomar um vidrinho de veneno, para matar ratos.   

Nada contra quem é a favor da não obrigatoriedade do diploma. Porém, ocorre uma desvalorização da profissão e, o ideal é que não deixemos esse  triste fato ser esquecido. Um cozinheiro pode, com certeza, escrever sobre qualquer assunto, em especial sobre seus conhecimentos específicos, mas daí noticiar sobre isso ou aquilo… Só acontece se o mesmo já possui uma vivência da situação e isso será pouco provável.     

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